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12 de novembro de 2012

O Espinho que incomoda o cacto

Cheguei à conclusão de que tentei amar o mundo inteiro
Mas esqueci de amar quem está ao meu lado o tempo todo.
Não me importo com as pessoas!
Essa decisão fez com que eu me importasse ainda mais.

Agora entendi porque Ele disse para amar
O próximo!
É fácil amar quem está longe,
É fácil amar quem não dá dor de cabeça,
É fácil amar quem não discorda.

Difícil é amar quem te trata como criança
Quando você está pior que velho rabugento,
Difícil é amar quem reclama do seu jeito,
Difícil é amar quem tá perto como se ama quem está longe.

Quero ver o sorriso de quem tá longe
Mas não me importo com as lágrimas
De quem tá perto
E chora por minha causa

Nessa vida de olhar só pra mim
Vi que...
Deixa pra lá!

Talvez um dia eu aprenda a amar
Quem tá perto
Da mesma forma que acho que amo
Quem tá longe

Minha consciência me obriga a escrever isso
Mas minha boca não sabe dizer:
Desculpa!

“Ele não se importa”
Todos dizem
Com razão
Eu não me importo
Eles não importam

Mas a importância que eles têm me fez escrever isso.
Talvez eu os ame
Do meu jeito

Mas com esse jeito de amar
Sobra decepções
E falta espaço para conjugar
Com o próximo

Talvez o melhor a fazer
É pedir que se afastem.
Meu jeito não os afastou
Quem sabe as palavras o faça

Talvez eles sejam burros de mais pra perceber
Que quem abraça um cacto não sai sorrindo.

Olhem de longe.
Não chegue muito perto pra não se machucar.
Mas o pior de tudo não é ferir os outros,
É saber que eles não se aproximam
Por causa do espinhos
Que eu plantei

E pior ainda é saber
Que se quiser mudar isso
Preciso engolir cada espinho
E morrer secando ao sol

Mas quem precisa de uma planta morta?
Talvez o destino do cacto
Seja ser temido
Viver solitário
Isolado
Reclamando dos próprios espinhos
Até que o sol queime cada um deles

E ele fique
Mais uma vez
Imprestável
Solitário
E...

Deixa pra lá!


Por Eliab Alves do Jovensapiens.blogspot.com.br

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