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17 de agosto de 2012

“Mesmo sem entender” Thalles Roberto, Livrai-o do Mal, Amém!

Quando escrevi Uma breve crítica sobre a música de Thalles Roberto elencando postos negativos e positivos de seu sucesso recente e prevendo algumas possibilidades futuras, lembro que fui taxado por muitos de perseguidor do cara e até de hostilizador de música evangélica. Se fui mal interpretado e não edifiquei, não era essa a minha intenção. E definitivamente agora também não é.

Eu até hoje ainda escuto algumas canções de Thalles. É uma boa música. Assim como ouço qualquer tipo de música evangélica e/ou secular que considere boa aos meus ouvidos. Portanto, espero que diante das minhas proposições a seguir não confundamos nariz de porco com tomada de energia. Combinados?

Fazendo jus a questão, naquele texto deixei clara a singularidade de Thalles, o carisma de sua pessoa, a espontaneidade, o testemunho, e a sua notável musicalidade. Mas lembro que registrei no final a seguinte frase: “Oro para que ele não aprenda os maus costumes dos seus parceiros do mundo gospel, (e) não se perca em suas convicções…”. Na verdade, eu estava (e continuo) levando em consideração algo para além da música e do sucesso: a importância da cosmovisão.

Thalles Roberto sendo ungido pastor com direito a benção do Bispo Estevam Hernandes.No início da “febre” de Thalles imaginei que este ficaria apenas com sua contribuição musical, compondo, e saindo pelo mundo a fora edificando vidas. Mas não. Não foi só isso! Sabe aquela bomba atômica com seus três metros de comprimento? Era Thalles antes de explodir. Mas agora o cara já bombou e assim como Hiroshima foi inundada, o ‘Brasil gospel’ parece estar a cantar “Deus da minha vida, fica comigo”!

Nos bastidores da fama costuma-se falar: “hoje o momento é de A ou B”, porém, não há dúvidas de que hoje o momento é dele, só dele. Thalles estourou nas rádios, invadiu os cultos das mais variadas igrejas tendo suas canções na ponta da língua dos fiéis, empestou sua agenda de shows, começou a lotar as casas de eventos das principais cidades do Brasil e a voar para as suas turnês pelo exterior, inclusive Japão. Com suas máximas “Sejam cheios do Espírito Santo”, “Eu sou dos 3” e até com novos clichês como “Dança com Jesus”, “Abraça o Espírito Santo”, somados ao seu visual Black Power e muita emoção em palco, Thalles foi construindo a sua cara, sua marca.

Não sei quanto custa atualmente uma “ministração” (como chamam os mais otimistas) dele, apenas sei que quando esteve em João Pessoa-PB fazendo um show com outro cantor famoso, o ingresso ficou em torno dos 50,00 Reais, inteira, e 25,00 Reais, estudante. Certamente ao lotar um clube com 5 mil “adoradores’ deve levantar numa só noite algo perto de 200.000,00, o suficiente pra pagar as passagens aéreas, os músicos, fazer a feira do mês e ainda ofertar na causa missionária – não estou certo?

Thalles foi prosseguindo… E eu cantando um trecho bem legal de sua canção: “mesmo sem entender, mesmo sem entender…”. Sem entender realmente fiquei ao vê-lo sendo ungido pastor. Mas, logo me recordei de que é uma tendência dos cantores do gospel. Infelizmente, na maioria desses casos, ao que noto, tornam-se “pastores” sem preparo teológico, infectados por pregações cheias de clichês, teologia esquisita e sem vocação alguma para cuidar de ovelhas – em boa parte dos ministérios são “astros-pastores” cheios de drama interior por se sentirem idolatrados por fãs e não saberem lidar com um “ministério estranho” recheado de “fugas” em shows pelas portas dos fundos, assédios de paparazzi, e uma constante sensação de imagem mercadológica em si. Em muitas destas situações, no lugar de lágrimas no púlpito o que eles mais se acostumaram é com suor em camarim no fim de cada apresentação.

“Mesmo sem entender”, o que mais me chamou atenção recentemente em Thalles foi perceber sua constante “ministração” em eventos de forte vertente neopentecostal. Desta feita, o que mais temia advir quanto a sua cosmovisão, infelizmente parece estar ocorrendo. Isto porque do contrário ao que Cristo fazia nas sinagogas combatendo aos falsos ensinos, ou o apóstolo Paulo no areópago grego, Thalles parece apenas se conformar com a divulgação de seu trabalho, mesmo que inserido em eventos “proféticos”e/ou “apostólicos”, de forma omissa me levando a crer que comunga pacificamente com o teor teológico quase sempre herético dos eventos que participa.

Admito que seu envolvimento em episódios liderados por R.R. SoaresEstevam HernandesRenê Terra Nova, a turma do G12, dentre outros, me induzem a entendê-lo hoje como um contribuidor de entretenimento gospel, cooperador de líderes heréticos, ou algo do tipo. Agora, se ele está sendo mal orientado, o que tenho a fazer é orar a Deus pra que não se perca neste ninho pernicioso, antes, o mais rápido, repense os seus conceitos, mude de lugar e principalmente de amizade – pois as más companhias corrompem os bons costumes *1 Cor 15:33) [Além dos links espalhados no texto, confira estes dois vídeos abaixo]
Thalles em evento com Renê Terra Nova e em evento da Igreja Renascer





Contudo, quem sou eu pra julgar e dizer que o seu ministério é duvidoso, que suas músicas não edificam, que ele não está bem intencionado, que não há sinceridade em seu coração? Meu pastor sempre diz, “nem tudo que dá certo é certo”. Sendo assim, tenho ciência de que a perspectiva que ponho neste post não impede que pessoas sejam atraídas ou comovidas pelo seu trabalho (Se Deus usou uma jumenta, claro que usa quem quer).
Por fim, confesso que é com o coração apertado que termino esse texto, mesmo continuando “sem entender” qual é a do Thalles Roberto.

Mas, antes que alguém me acuse de tocar no ungido do Senhor ou dizer que em mim há falta de amor, prometo que vou orar a Deus dizendo: “Deus, livrai o Thalles Roberto do mal. Amém”.

Diretamente da Arte de chocar

2 comentários:

  1. Com certeza quando as pessoas estão fazendo sucesso, críticas é o que não faltam, será que ao invés de pensar que ele é como os outros, não deveria olhar as coisas boas que ja aconteceram desde o inicio do ministério dele. Será que nenhuma alma foi convertida? Será que é tudo mentira? na minha humilde opinião, devemos orar por vocês! que ao invés de analisar os pontos positivos estão criticando e falando mal, de uma certa forma ele está fazendo a obra, está fazendo algo para Deus, do contrário de vocês,que ao invés de pregarem a palavra estão criticando e fazendo estúpidas analogias da vida do artista. Gosto muito das músicas dele, e evidentemente os shows lotam por que muita gente quer ouvir as musicas, as palavras, é o meio de vida dele, cada um tem o seu chamado, e se o dele é esse o que temos haver com isso ? mesmo sem entender vocês, oro à Deus para no lugar de criticarem, aprenderem a não julgar, já que isso é trabalho de Deus e não nosso.

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  2. Olá Beatriz, obrigado pela opinião, devo reconhecer que os shows de Thalles Roberto lotem, que as pessoas vão para ouvir suas musicas, que este é o meio de vida dele, só não posso concordar com o fato de que suas ministrações e ensinamentos não se enquadram no evangelho de Jesus Cristo que é o que deveria estar sendo pregado e espalhado em seus shows, o texto não é uma critica destutiva nem mesmo um julgamento hipocrita, mas a opinião de alguem que adimira Thalles Roberto como cantor e cristão, nossa oração é para que ele não se perca nesse mundo gospel nem se misture com o neopentecostalismo, ore por nós memso, somos carentes de oração, o trabalho de Deus é julgar vc disse? Pois é, e Deus está julgando segundo a sua palavra toda vez que você prega ela como ela é sem mimimi, obrigado por nos visitar ! Beijo

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