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17 de abril de 2012

Conhecer a Deus...


E fazê-Lo conhecido.


Pra quem não sabe, esse é o lema da JOCUM (Jovens Com Uma Missão) e nos últimos dias também reconhecemos como grupo Resgate de evangelismo, que esse também é nosso lema. E não só nosso, mas de cada pessoa que se diz filho de Deus.
Nós sabemos que só conseguimos falar daquilo que vivemos, não é verdade? Se falamos algo do qual não vivemos, as palavras até podem ser boas, mas não vão causar impacto em ninguém. A vida de quem só fala e não vive não causa diferença, é sem sal, sem gosto, tão morna. Mas Deus tá aqui e tá despertando e mostrando pra gente que ei, se queremos servir pelo menos pra alguma coisa no Reino, a gente tem que começar a se mexer. A gente tem que começar a viver o que prega e já. Mas, pra viver o que se prega, é preciso de conhecimento. É preciso conhecer a Deus, é preciso de relacionamento com Ele pra poder O fazer conhecido, pra mostrar que realmente, aquilo que vc fala tem autoridade porque vc vive suas palavras, você já provou desse Deus e tem buscado provar cada vez mais. O conhecimento de Deus é constante, quanto mais vc aprende, mais tem o que aprender e consequentemente, o desejo necessário de se pregar o evangelho surge em nosso coração como um turbilhão, e também tende a crescer. Cabe a nós nos esforçar para que a chama não diminua e clamar a Deus para que também nos ajude a mantê-la aquecida e cada vez mais acesa, para glória dEle.
E em alguns desses dias de feriado, o Projeto Resgate de evangelismo da minha igreja local provou isso e teve umas experiências abençoadoras com Deus. A gente cresceu, chorou, sorriu, brincou, estreitou os laços de comunhão, mas acredito que o mais importante de tudo foi a chama do coração ainda mais aquecida. Foi a fome por fazer mais, por ver mais almas se derramarem, não só quando formos sair em campanhas, mas no nosso dia a dia, no colégio, no trabalho, na própria família.. ver aqueles adolescentes tendo uma experiência real com a presença e o poder de Deus foi e está sendo lindo; ao perceber os olhos marejados ao falar do que eles sentiram de diferente nesses dias.. não tem preço, e nunca terá ver almas tão jovens tendo experiências e passando por situações que muitos de 40 anos de igreja nunca passaram. Ao ver que eu sou uma adolescente e estou no meio daqueles outros adolescentes e jovens que estão loucos por Deus e que estão aprendendo a sair de suas casquinhas que serviam para se esconderem atrás de experiências dos outros e estão indo correr atrás das suas. São pessoas que nos fazem crescer, são irmãos abençoados, pessoas que estão encontrando seu valor em Deus e aos poucos, impactando os mais diferentes corações.
Foi uma experiência única não saber o que falar e o amor de Deus simplesmente fluir de nossos lábios nas abordagens. Foi tremendo não fazer ideia de como puxar assunto com pessoas que nunca havíamos visto na vida e começarmos a entrar na vida delas, a conhecer um pouquinho delas. Tanta gente desviada, tanta gente ferida com igrejas, tanta gente que clama por Deus só pelo olhar.. e nós podemos perceber que a criação aguarda ardentemente e com expectativa a manifestação dos filhos de Deus (Rm 8:19). No primeiro dia Deus falou que nesse impacto os tímidos iriam falar com as pessoas nas abordagens (que sempre acontece depois das ministrações de artes), e os que já tinham experiência em abordar iriam se surpreender. Tivemos só duas saídas pra rua, mas nas duas tínhamos a completa noção de que não éramos nós ali; que era Deus indo à frente e o poder dEle estava em nós, o que nos dava a tranquila percepção de que nada era nosso e que nada a gente ia ou podia fazer… estávamos e assim como devemos ser em todos os dias, como pessoas que só estão sendo usadas por algo muito maior que elas. E o Senhor mostrou e agiu e falou e ministrou. E nós fomos mais impactados acredito do que aqueles que receberam a Jesus e decidiram que queriam conhecê-Lo melhor.
O que a gente viveu lá, ninguém toma de nós. Podem querer acabar com a gente, com nossa fé, com nossas bíblias, com qualquer outra coisa, mas o que a gente aprendeu de Deus, isso ninguém toma. O que a gente sentiu ao chorar junto com o perdido, ninguém tira. O que a gente viveu quando falamos do Único amor que satisfaz pra adolescentes perdidos na noite cheios de bebidas, que minutos antes haviam debochado da pirofagia e das outras ministrações, ninguém arranca de nós. Nunca ninguém vai ser capaz de tirar do nosso coração ver esses mesmos adolescentes com os olhos não se contendo de tantas lágrimas, chorando junto com a gente, por que estavam clamando por algo diferente, algo maior que eles, algo que preenchesse aquele vazio que insiste em estar no coração deles.
Mas o mais importante vem agora. Por incrível que pareça, o mais importante não é sair na rua e proclamar, esse é o passo fundamental porque sem ele os outros não acontecem, mas o que mais tem importância é o discipulado. É caminhar com essas almas que se renderam ao Senhor. Nós sabemos que não vai ser fácil, mas se Jesus que é o Senhor de tudo não desiste de nós, porque deveríamos desistir dos outros? O amor é entrega. E se a gente não se entregar no evangelismo e no discipulado, não vamos viver esse amor completamente. É necessário entrega e paciência com amor, porque sozinhos eles não podem ir, e Jesus tem nos chamado para sermos esses suportes(Cl 3:13), para sermos aqueles a quem Deus vai usar como canal para firmar essas vidas.
Em hipótese alguma devemos duvidar do que Deus pode realizar, porque se a gente busca conhece-Lo melhor, Ele vai nos recompensar, e parte dessa recompensa é sermos usados para a incrível missão de fazê-Lo conhecido, até mesmo na vida de adolescentes que numa hora debocharam e na outra, sentiram o amor de Deus, ou “algo especial” como um deles mesmo disse.


Glória a Deus!


Twitter: @arlenekanaki

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