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14 de dezembro de 2011

Resposta aos sem igreja [Parte 3]


Por Pastor Renato Vargens

Na semana passada eu escrevi dois textos sobre os “sem igreja.” (Respostas aos sem Igreja, Parte 1 e 2). A repercussão foi estrondosa. Na ocasião, milhares de pessoas, dentre estas, inúmeros “desigrejados”, leram os artigos publicados, gerando por parte de alguns destes, uma enorme e substancial polêmica.
Tanto no meu blog, como aqui no Púlpito Cristão, inúmeras pessoas manifestaram suas opiniões quanto ao assunto em questão. No entanto, o que me chamou a atenção foi o fato de que alguns destes comentaristas ficaram profundamente irritados por eu ter afirmado que apesar de todas as incongruências da igreja contemporânea, ainda sim acredito na nela.
Caro leitor, como escrevi nos artigos anteriores, tenho plena certeza de que alguns dos nossos irmãos em Cristo, encontram-se “desigrejados” porque foram feridos na batalha. No entanto, acredito também que uma parcela significativa dos “sem igreja” estão fora das nossas Comunidades por não desejarem compromisso ou até mesmo se submeterem a qualquer tipo e forma de governo eclesiástico.
Salvo as suas proporções, ouso afirmar que o comportamento de alguns dos “desigrejados” assemelha-se em muito aos dos “Quakers” que repudiavam as estruturas organizacionais, que rejeitavam qualquer tipo de liderança constituída, abandonando o templo, reunindo-se em casas, onde cada um falava aquilo que estava no coração.
Vale a pena ressaltar que ao escrever sobre o tema em questão não o fiz com o intuito de defender a Igreja e suas estruturas hierárquicas e denominacionais. Bem sei que muitas delas estão maculadas pela corrupção do sistema. Agora, o fato das coisas não estarem como gostaríamos, não nos dá o direito de colocarmos na esquina do esquecimento a Igreja de Cristo.
Diante do exposto fico com a afirmação de Augustus Nicodemus que diz que os “desigrejados”querem se livrar da igreja para poderem ser cristãos do jeito que entendem, acreditarem no que quiserem, sendo livres pensadores sem conclusões ou convicções definidas, fazendo o que quiserem, para poderem experimentar de tudo na vida sem receio de penalizações e correções. “
John R W Stott, escreveu em seu livro “The Living Church: Convictions of a Lifelong Pastor:” ["A Igreja Viva: Convicções de Alguém que Foi Pastor sua Vida Toda"] o seguinte:
“Estou convicto de que nenhum dos meus leitores é essa anomalia grotesca, a saber, o cristão sem igreja. O Novo Testamento não diz nada sobre tal pessoa. Pois a igreja está no centro do propósito eterno de Deus”.
Soli Deo Gloria

Diretamente do Púlpito Cristão

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